Só uma democracia deturpada poderia eleger Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma

Só uma democracia deturpada poderia eleger Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma

Vou correr para escrever e publicar logo esse texto antes que “Suas Excelências” aprovem definitivamente o PL da “Censura” (PL 2630) e, em decorrência desse “crime” que estou cometendo, seja decretada a minha prisão, em homenagem à “liberdade constitucional de pensamento e sua expressão”.

A gente deve desconfiar daquele sujeito que em todas oportunidades que lhe surgem faz absoluta questão de sempre dizer bem alto que é “honesto”, quando na maioria dos casos é exatamente o contrário, com a democracia se dá o mesmo. Quanto mais o “cara” grita que é um democrata, provavelmente menos democrata ele é.

Há poucos dias tive a (in)felicidade de assistir o ridículo de uma enorme quadrilha de “esquerdopatas”, composta por autoridades e ex-autoridades públicas, políticos, artistas, ”famosos”, e outros “bagulhos”, que não deixaram nenhuma “saudade” enquanto estiveram no ou ao lado do poder, defendendo uma “democracia”, que no frigir dos ovos se confunde com os seus próprios interesses, em grande parte “feridos” por perderem a “teta” governamental onde sempre mamaram e roubaram, em 1º de janeiro de 2019.

Uma verdadeira democracia pressupõe “qualidades democráticas” nos seus dois polos, primeiro no eleitorado, depois nos políticos concorrentes a algum cargo eletivo nos poderes executivo ou legislativo.

Mas geralmente a “qualidade” dos políticos eleitos vai estar em estreita sintonia com a “qualidade” dos seus eleitores. Bons eleitores, escolhem bons políticos. Mas o contrário também acontece. E acontece muito. Particularmente no Brasil. Não fora isso, o povo brasileiro não teria sido “contemplado” com o “lixo” humano que o presidiu, de 1985 a 2018.

Nelson Rodrigues deixou uma frase que ficou imortalizada:

”A maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas,que são a maioria da humanidade”

Também o filósofo francês Joseph Marie de Maistre andou “garimpando” esse assunto, garantido que “o povo tem o governo que merece”.

Não basta, por conseguinte, previsão na constituição e nas leis para configurar uma verdadeira democracia, a qual na prática só se mostra útil para o bem comum quando as duas partes nela envolvidas possuem “qualidades” democráticas.

O filósofo Aristóteles,da Antiga Grécia, desenhou bem essa situação. Em “Política”, ele classificou as formas de governo em duas grandes vertentes: as formas PURAS e as IMPURAS.

Na primeira (PURAS), estariam a “Monarquia” (governo de um só), a “Aristocracia” (governo dos melhores), e a “Democracia” (governo do povo); nas segundas (FORMAS IMPURAS), que respectivamente seriam as formas corrompidas das primeiras, estariam a “Tirania” (tipo ditadura), a “Oligarquia” (degeneração da oligarquia); e a “Demagogia”(corrupção da democracia).

Mais tarde o geógrafo e historiador também da Antiga Grécia, Políbio, manteve a classificação aristotélica, porém substituiu a “demagogia” pelo que ele chamou de OCLOCRACIA, com isso “ampliando” os vícios da democracia.

Na oclocracia são chamados a fazer política exatamente a pior escória da sociedade. E parece não ser preciso ir muito longe para detectá-la “ao vivo”.

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